Lucio Freni

Escritor · Roma, Itália

Escritor italiano independente, neurodivergente. Asperger, TDAH, e aquele tipo de inteligência que vê todas as conexões mas não encontra a porta para sair da sala. Sete livros publicados: noir, sátira distópica, grotesco filosófico, romance epistolar de guerra, ensaios de neurociência. Escrevo porque se não escrevesse, seria como se nunca tivesse existido.

Influências: Kafka, Céline, Dostoievski, Borges, Saramago, Pirandello, Cortázar, Perec, Remarque, Benni, Pessoa, Marías, Hamsun.

Livros

Benzina2011
Noir · 184 páginas · Italiano

Um homem neurodivergente numa Harley Davidson, uma identidade falsa no Facebook, uma pistola na bolsa, e uma mulher que lê poesia. Um noir sensorial que oscila entre a raiva visceral de Céline e as geometrias labirínticas de Borges. Os poemas escondidos no romance são perigosos — porque os poetas são todos bons, e das pessoas boas a gente se fia.

NOIRASPERGERIDENTIDADE DIGITALCÉLINEBORGES
Cronache dal Sistema — Crónicas do Sistema2020
Sátira distópica · Romance · Italiano

Um homem é apagado do Sistema por um erro burocrático. Sem o seu número de identificação, não pode trabalhar, telefonar, pagar, ser preso, nem sequer ser morto. O Sistema que controla tudo não consegue processar o seu próprio erro. Na tradição de Kafka e Orwell, mas mais desesperada e mais cómica — porque o protagonista não é um herói, é um homem de 159 quilos que só quer ver o jogo.

KAFKAORWELLDISTOPIABUROCRACIAIDENTIDADE ALGORÍTMICA
Il libro del Nulla — O Livro do Nada2021
Grotesco filosófico · Miscelânea · Italiano

Diálogos com a Morte, parábolas kafkianas sobre sistemas judiciais concebidos para afogar as suas próprias sentenças, homens invisíveis em comboios que ninguém vê. O humor como método cognitivo. A digressão como estrutura portante.

KAFKAPIRANDELLOGROTESCOAFORISMOSNEURODIVERGÊNCIA
Non torna mai nessuno da quaggiù — Ninguém volta nunca de cá de baixo2021
Romance epistolar de guerra · Fluxo de consciência · Italiano

Cartas de um soldado à mulher durante uma guerra sem nome. Fluxo de consciência cru: o que a carta diz e o que os parênteses confessam são duas verdades diferentes. Botas roubadas aos cadáveres, partidas de xadrez antes de missões suicidas, um piano e um trompete tocando jazz partido no celeiro do inimigo. Na tradição de Remarque e Céline.

REMARQUECÉLINEGUERRAEPISTOLARJAZZ
È tutta colpa di Dio — É Culpa de Deus2021
Ficção literária · 318 páginas · Italiano

Fé, culpa e absurdidade da existência em colisão. O título é ao mesmo tempo uma acusação e uma oração.

FILOSOFIAEXISTENCIALISMO
Argento Vivo — Vivo-Prata2021
Ficção autobiográfica · Italiano

Autobiografia refratada através da ficção. Uma vida contada não como era, mas como se sentia desde o interior de uma mente neurodivergente.

AUTOBIOGRAFIANEURODIVERGÊNCIAASPERGER
La trap rende stupidi? — O trap torna-nos estúpidos?2026
Ensaio · Neurociência & crítica cultural · Italiano

Não é polémica — é uma investigação neurocientífica. Estudos peer-reviewed sobre entrainment neural, dopamina e prazer musical, o declínio mensurável da complexidade harmónica na música popular. O trap não é a causa de nada. É um sintoma. Ou talvez um espelho. Não é atrofia por dano. É atrofia por desuso.

NEUROCIÊNCIADOPAMINAMÚSICASIMPLIFICAÇÃO CULTURAL

Citações

Feliz quem não tem consciência de ser.
O futuro é uma caneta sempre mergulhada no passado.
Há lugares aonde não se pode voltar estando acordado.
É preciso bater para entrar na vida das pessoas, ou partir o vidro.
Não é atrofia por dano. É atrofia por desuso.
Se eu não escrevesse, seria como se nunca tivesse existido.
Canta-se mais mas diz-se menos.
Em cada um há qualquer um, basta que as circunstâncias mudem.

Onde me encontrar